terça-feira, 23 de abril de 2013

Infantes do Lins

Em 1984, o projeto "A Escola dá Samba" da Secretaria Municipal de  Educação, ocasionou o surgimento da 1a.Escola de Samba Mirim, o  -Grêmio Recreativo Império das Princezas Negras, que foi desenvolvido na Escola Municipal Eufrásio Borges, no Lins de Vasconcelos.

 A Agremiação tinha a finalidade didática de aproveitar ao máximo o  saber da Comunidade como forma de ampliar o conhecimento dos  alunos e incentivar neles o cultivo de valores genuinamente nacionais  a partir da própria realidade.

 A "Escola de Samba" fez seu primeiro desfile no mês de dezembro  de 1984, apresentando-se em 18 alas com fantasias de, mães-de-santo,  acendedores de lampiões, escravos e escravas, muleques, tropeiros,  lavadeiras, lobisomens, sacis, rezadeiras, boêmios, domésticas, operários, baloeiros, turma da bica, estudantes e baianas.

Integrado por cerca de 600 alunos da Escola Ministro Gama Filho, exibiu ainda dois carros alegóricos -sendo um abre-alas,bateria com  60 ritmistas, comissão de frente -com doze princezas negras e duas  duplas de mestre-sala e porta-bandeira.
Com a colaboração da RIOTUR,que ofereceu um carro de som igual ao  utilizado nos desfiles oficiais de carnaval e protegida por policiais do  3o.Batalhão da Polícia Militar,a "Escola" sambou durante quase quatro  horas no percurso compreendido entre as Ruas Engenheiro Eufrásio  Borges e Cônego Tobias, onde era localizada a quadra de ensaios da  madrinha Lins Imperial sendo televisionado na íntegra pela TVE e com   "flash" na TV... Globo.

A festa teve como mestre de cerimônias o radialista Rogério Campos e   contou com a presença de conhecidas figuras do mundo do samba.

O desfile coroou de pleno êxito todos os objetivos do projeto "A Escola  de Samba".
Este foi o único desfile da "Império das Princezas Negras" ,pois o proje to não teve continuidade e também não houve patrocínio.

Em 1991 sete anos após o desfile da "Império das Princezas Negras, a  Comunidade sentiu a necessidade de ter novamente uma Escola de  Samba Mirim no bairro, sendo assim, fundada por Maria de Nazareth  Alves Tavares e apoiada por ... Ana Maria, Euclydes Ramos, Nenem,  Angela, Marisa, Alba, Vera e por toda a Comunidade do Lins, surgiu o  Grêmio Recreativo e Cultural Escola de Samba Mirim INFANTES DO  LINS !

Seu primeiro enredo foi "O Curupira" do autor Átila Preto Velho, o Carnavalesco foi Gerôncio Castro.

Dionísio e João Gordo foram os diretores de Harmonia; André Melodia e  Ricardo 10 com Maycon foram os Intérpretes...
Os diretores de bateria foram Ticota,São João e Nico; a porta-bandeira foi  Marcela Alves e o Mestre de bateria foi Luciano Oliveira que também foi  o compositor do samba-enredo juntamente com Edmilson Villas (até então,
Intérprete da Escola de Samba Mirim Herdeiros da Vila).

Mais tarde, Luciano passou a Mestre de bateria da Escola-Mãe Lins  Imperial.

O então presidente da SRES Lins Imperial, Jerônimo Guimarães, batizou a  Escola Mirim, juntamente com Osmar Valença do Salgueiro.

A bateria contou com 80 ritmistas...
Em 01 / 05 / 2006, o Grêmio Recreativo e Cultural Escola de Samba Mirim  Infantes do Lins obteve o seu registro, feito pelo seu presidente de Honra   "Robertinho".

ENREDOS DA INFANTES DO LINS:
1992- O Curupira
1993- Que Rei Sou Eu?
1994- Sonhar em Ser Feliz
1995- Jardim de Infância
2000- Comidas Típicas Brasileiras
2001- ...
2002- Palmares: A Troia Negra
2003- Favela Bairro
2004- O Mundo Mágico de Jorge Caribé
2007- Corumim Nesta Terra de Pajé
2008- Brasil Reino Unido de Portugal e Algarves
2009- Mundo Mágicos de Eterna Magia-O Universo Infantil
2010- A História do Gênio das Pernas Tortas. O Charlie Chaplin
do Futebol -Alegria do Povo -Mané Garrincha
2011- Chico Mendes. O Arauto da Natureza
 
Texto: Jorge Torresmo - Diretor de Carnaval
 Fontes:
-Lins Imperial em Revista -Carnaval 1984
-Euclydes Ramos (Fundador da Infantes do Lins)
-Luciano Oliveira (1o.Mestre de bateria e compositor do
1o.samba enredo da Infantes do Lins)

domingo, 21 de abril de 2013

Leia a sinopse da Infantes do Lins para o carnaval 2014


Cansada  de  seu  marasmo  real,  uma  linda  Fênix  resolveu sobrevoar  o  Império  Chinês.

Fugindo de  seus  Guardiães, planou  até  encontrar o  telhado
mais alto e ali, pousou. Admirava o pôr-do-sol quando notou ao
seu lado uma linda pombinha branca, com um sorriso no bico:
- Por que você está tão alegre?
- Por  que  sou  feliz! Sou  uma  pomba  sambista, símbolo  de
Escola Mirim...
- Escola mirim? Mas toda escola é mirim, pra crianças!
- Desculpe!  É  que  eu  sou  do Brasil,  conhece? Samba, sol, futebol...Escola de Samba Mirim!
Infantes do Lins, já ouviu falar?
- Não, não...conheço Futebol! Nasceu aqui, sabia?
Há quem diga que foram os...
- Oba!  Nós adoramos! – interrompe  a  pombinha.Vai  ter Copa
do Mundo no Brasil esse ano, sabia?? Conhece o Brasil??
- Não, não... da Copa eu sei, mas nunca fui ao Brasil...
Dizem  que  lá  tem  uma  cidade que me venera como símbolo
em sua bandeira! – Diz a Fênix orgulhosa, inflando o peito.
- Claro!  É Cuiabá!  Cidade  bonita, de  sol  forte, encravada  no
meio da América do Sul.
Tenho até muitos amigos que passaram e que vivem por lá! Os Bandeirantes  chegaram  lá, encontram  os índios, a floresta, o cerrado...e os bichos! Já estavam lá a Arara, a Onça, o Tuiuiú... Ah! E o Tatú que agora ta “famozão” !!!
Vieram também os negros, infelizmente forçados...
Trouxeram  os  Bois  de  Carro – galerinha  legal, com   aquele  
barulhinho de roda de madeira rangendo!!!
- Mas isso ta parecendo Saltimbancos!–diz a Fênix espantada!!
- Liga não, cara! – Brasil é isso mesmo! Uma profusão de gente, de bicho e de cores! – responde sorridente a pombinha - Cuiabá ficou muito legal! Calorzão, gente que gosta da natureza, várias culturas.”Coraçãozão” do  Brasil! Agora  que vão ligar a América
do Sul de lado a lado, Cuiabá vai ser o centro de tudo!
- Pôooooxaaaa! Que legal – diz a Fênix surpresa. Bem que eu podia conhecer...
- E por que não?? Pega um barcão desses aí e “vambora!
A gente pode reunir toda a bicharada no caminho e ir pra Arena Pantanal gritar gol!
- Hum...não sei...
- Vamos  lá, majestade!! Você  vai  navegar  pelos  mares,  voar
pelas matas, vai ver gente nova, comer pequi...E você sabe que
a galera lá te adora! Imagina  se  ver  em tudo que  é  brasão da cidade!!! Eu tenho a minha própria Bandeira...Verde e rosa!!
- Ainda não to convencida- Diz a Fênix ressabiada...
- Faz o seguinte: a gente vai lá, dá um role, cantam, dança com
a  galera,  assisti  aos  jogos  se  diverte e, se  você não gostar,
é só voltar...Mas duvido que você volte- diz a pombinha fazendo graça.
- Ok, eu topo mas...
- Mas o que, Mané..ops! Majestade?
- Tem uma condição: a gente vai sobrevoar o maraca!
- Xiiii,”  Demorô”, a  gente  entra  voando   por  Copa, desfila  na Passarela e dá um rasante por lá.. Mas não copia nada não!
- Fechado! “Vambora”!!!
- Mas peraí! Será que a tua galera não vai criar problema?
- Não esquenta! Qualquer coisa eu peço para meus amigos espalharem que eu resolvi dar um tempo, peguei fogo e daqui  a pouco tô de volta novinha!
- Então, vamos lá!!!!
E  assim, partiram  rumo  a  Cuiabá. Como  vai  ser  a   viagem,
a gente conta na Avenida.


terça-feira, 16 de abril de 2013

ESCOLA DE SAMBA MIRIM INFANTES DO LINS DEFINE ENREDO PARA 2014


 A representante das Lins Imperial nos desfiles mirins levará para a Passarela do Samba o enredo “Ikuiapá! A Saga da Imperatriz do Futebol ao Centrão do Brasil". O tema que está sendo desenvolvido pelo carnavalesco Luiz di Paulanis, contará a história, lendas e costumes da cidade de Cuiabá, que será uma das sedes da Copa do Mundo, que no próximo ano será realizada no Brasil.
 
colaboração: Arleson Pereira Rezende

segunda-feira, 15 de abril de 2013

Carnavalesco da Aprendizes do Salgueiro será escolhido através de sorteio

A presidente executiva do Salgueiro, Regina Celi, junto a sua diretoria cultural e de carnaval, idealizou um concurso para escolher o novo carnavalesco da escola de samba-mirim Aprendizes do Salgueiro. As inscrições serão válidas apenas para maiores de 18 anos, de qualquer estado do Brasil, que apresentarem um projeto de carnaval inédito e de sua autoria.

Três projetos serão selecionados na primeira fase. A segunda etapa do concurso compreende a confecção de um protótipo, que será feito no barracão do Grêmio Recreativo Escola de Samba Acadêmicos do Salgueiro, na Cidade do Samba, Rio de Janeiro. O resultado será divulgado dia 16 de junho de 2013. O autor do melhor projeto do Concurso ocupará o cargo de Carnavalesco do Grêmio Recreativo Escola de Samba Mirim Aprendizes do Salgueiro no carnaval de 2014, e terá a oportunidade de executar seu projeto, recebendo uma ajuda de custo nos meses de dezembro de 2013 a fevereiro de 2014.

O regulamento está disponível no site da escola.

Fonte: Carnavalesco

terça-feira, 2 de abril de 2013

Dia internacional da Literatura Infantil

 Dia 02 de abril, dia internacional da literatura infantil.

A importância da leitura infantil para o desenvolvimento da criança.
Por: Eline
 
“O desenvolvimento de interesses e hábitos permanentes de leitura é um processo constante, que principia no lar, aperfeiçoa-se sistematicamente na escola e continua pela vida afora.”
Bamberger
 
Resumo
Reconhecer a importância da literatura infantil e incentivar a formação do hábito de leitura na idade em que todos os hábitos se formam, isto é, na infância, é o que este artigo vem propor. Neste sentido, a literatura infantil é um caminho que leva a criança a desenvolver a imaginação, emoções e sentimentos de forma prazerosa e significativa. O presente estudo inicia com um breve histórico da literatura infantil, apresenta conceitos de linguagem e leitura, enfoca a importância de ouvir histórias e do contato da criança desde cedo com o livro e finalmente esboça algumas estratégias para desenvolver o hábito de ler.
Palavras-chave: Educação, Literatura Infantil, Leitura, Desenvolvimento da criança.
 
Introdução
O estudo realizado tem por objetivo, verificar a contribuição da literatura infantil no desenvolvimento social, emocional e cognitivo da criança. Ao longo dos anos, a educação preocupa-se em contribuir para a formação de um indivíduo crítico, responsável e atuante na sociedade. Isso porque se vive em uma sociedade onde as trocas sociais acontecem rapidamente, seja através da leitura, da escrita, da linguagem oral ou visual.
Diante disso, a escola busca conhecer e desenvolver na criança as competências da leitura e da escrita e como a literatura infantil pode influenciar de maneira positiva neste processo. Assim, Bakhtin (1992) expressa sobre a literatura infantil abordando que por ser um instrumento motivador e desafiador, ela é capaz de transformar o indivíduo em um sujeito ativo, responsável pela sua aprendizagem , que sabe compreender o contexto em que vive e modificá-lo de acordo com a sua necessidade.
Esta pesquisa visa a enfocar toda a importância que a literatura infantil possui, ou seja, que ela é fundamental para a aquisição de conhecimentos, recreação, informação e interação necessários ao ato de ler. De acordo com as idéias acima, percebe-se a necessidade da aplicação coerente de atividades que despertem o prazer de ler, e estas devem estar presentes diariamente na vida das crianças, desde bebês. Conforme Silva (1992, p.57) “bons livros poderão ser presentes e grandes fontes de prazer e conhecimento. Descobrir estes sentimentos desde bebezinhos, poderá ser uma excelente conquista para toda a vida.”
Apesar da grande importância que a literatura exerce na vida da criança, seja no desenvolvimento emocional ou na capacidade de expressar melhor suas idéias, em geral, de acordo com Machado (2001), elas não gostam de ler e fazem-no por obrigação. Mas afinal, por que isso acontece? Talvez seja pela falta de exemplo dos pais ou dos professores, talvez não.
O que se percebe é que a literatura, bem como toda a cultura criadora e questionadora, não está sendo explorada como deve nas escolas e isto ocorre em grande parte, pela pouca informação dos professores. A formação acadêmica, infelizmente não dá ênfase à leitura e esta é uma situação contraditória, pois segundo comentário de Machado (2001, p.45) “não se contrata um instrutor de natação que não sabe nadar, no entanto, as salas de aula brasileira estão repletas de pessoas que apesar de não ler, tentam ensinar”.
Existem dois fatores que contribuem para que a criança desperte o gosto pela leitura: curiosidade e exemplo. Neste sentido, o livro deveria ter a importância de uma televisão dentro do lar. Os pais deveriam ler mais para os filhos e para si próprios. No entanto, de acordo com a UNESCO (2005) somente 14% da população tem o hábito de ler, portanto, pode-se afirmar que a sociedade brasileira não é leitora. Nesta perspectiva, cabe a escola desenvolver na criança o hábito de ler por prazer, não por obrigação.
 
Contextualizando Literatura Infantil
Os primeiros livros direcionados ao público infantil, surgiram no século XVIII. Autores como La Fontaine e Charles Perrault escreviam suas obras, enfocando principalmente os contos de fadas. De lá pra cá, a literatura infantil foi ocupando seu espaço e apresentando sua relevância. Com isto, muitos autores foram surgindo, como Hans Christian Andersen, os irmãos Grimm e Monteiro Lobato, imortalizados pela grandiosidade de suas obras. Nesta época, a literatura infantil era tida como mercadoria, principalmente para a sociedade aristocrática. Com o passar do tempo, a sociedade cresceu e modernizou-se por meio da industrialização, expandindo assim, a produção de livros.
A partir daí os laços entre a escola e literatura começam a se estreitar, pois para adquirir livros era preciso que as crianças dominassem a língua escrita e cabia a escola desenvolver esta capacidade. De acordo com Lajolo & Zilbermann, “a escola passa a habilitar as crianças para o consumo das obras impressas, servindo como intermediária entre a criança e a sociedade de consumo”. (2002, p.25)
Assim, surge outro enfoque relevante para a literatura infantil, que se tratava na verdade de uma literatura produzida para adultos e aproveitada para a criança. Seu aspecto didático-pedagógico de grande importância baseava-se numa linha moralista, paternalista, centrada numa representação de poder. Era, portanto, uma literatura para estimular a obediência, segundo a igreja, o governo ou ao senhor. Uma literatura intencional, cujas histórias acabavam sempre premiando o bom e castigando o que é considerado mau. Segue à risca os preceitos religiosos e considera a criança um ser a se moldar de acordo com o desejo dos que a educam, podando-lhe aptidões e expectativas.
Até as duas primeiras décadas do século XX, as obras didáticas produzidas para a infância, apresentavam um caráter ético-didático, ou seja, o livro tinha a finalidade única de educar, apresentar modelos, moldar a criança de acordo com as expectativas dos adultos. A obra dificilmente tinha o objetivo de tornar a leitura como fonte de prazer, retratando a aventura pela aventura. Havia poucas histórias que falavam da vida de forma lúdica, ou que faziam pequenas viagens em torno do cotidiano, ou a afirmação da amizade centrada no companheirismo, no amigo da vizinhança, da escola, da vida.
Essa visão de mundo maniqueísta, calçada no interesse do sistema, passa a ser substituída por volta dos anos 70 e a literatura infantil passa por uma revalorização, contribuída em grande parte pelas obras de Monteiro Lobato, no que se refere ao Brasil. Ela então, se ramifica por todos os caminhos da atividade humana, valorizando a aventura, o cotidiano, a família, a escola, o esporte, as brincadeiras, as minorias raciais, penetrando até no campo da política e suas implicações.
Hoje a dimensão de literatura infantil é muito mais ampla e importante. Ela proporciona à criança um desenvolvimento emocional, social e cognitivo indiscutíveis. Segundo Abramovich (1997) quando as crianças ouvem histórias, passam a visualizar de forma mais clara, sentimentos que têm em relação ao mundo. As histórias trabalham problemas existenciais típicos da infância, como medos, sentimentos de inveja e de carinho, curiosidade, dor, perda, além de ensinarem infinitos assuntos.
É através de uma história que se pode descobrir outros lugares, outros tempos, outros jeitos de agir e de ser, outras regras, outra ética, outra ótica...É ficar sabendo história, filosofia, direito, política, sociologia, antropologia, etc. sem precisar saber o nome disso tudo e muito menos achar que tem cara de aula (ABRAMOVICH, 1997, p.17)
Neste sentido, quanto mais cedo a criança tiver contato com os livros e perceber o prazer que a leitura produz, maior será a probabilidade dela tornar-se um adulto leitor. Da mesma forma através da leitura a criança adquire uma postura crítico-reflexiva,extremamente relevante à sua formação cognitiva.
Quando a criança ouve ou lê uma história e é capaz de comentar, indagar, duvidar ou discutir sobre ela, realiza uma interação verbal, que neste caso, vem ao encontro das noções de linguagem de Bakhtin (1992). Para ele, o confrontamento de idéias, de pensamentos em relação aos textos, tem sempre um caráter coletivo, social.
O conhecimento é adquirido na interlocução, o qual evolui por meio do confronto, da contrariedade. Assim, a linguagem segundo Bakthin (1992) é constitutiva, isto é, o sujeito constrói o seu pensamento, a partir do pensamento do outro, portanto, uma linguagem dialógica.
A vida é dialógica por natureza. Viver significa participar de um diálogo: interrogar, escutar, responder, concordar, etc. Neste diálogo, o homem participa todo e com toda a sua vida: com os olhos, os lábios, as mãos, a alma, o espírito, com o corpo todo, com as suas ações. Ele se põe todo na palavra e esta palavra entra no tecido dialógico da existência humana, no simpósio universal. (BAKHTIN, 1992, p112)
E é partindo desta visão da interação social e do diálogo, que se pretende compreender a relevância da literatura infantil, que segundo afirma Coelho (2001, p.17), “é um fenômeno de linguagem resultante de uma experiência existencial, social e cultural.”
A leitura é um processo no qual o leitor realiza um trabalho ativo de construção do significado do texto. Segundo Coelho (2002) a leitura, no sentido de compreensão do mundo é condição básica do ser humano.
A compreensão e sentido daquilo que o cerca inicia-se quando bebê, nos primeiros contatos com o mundo. Os sons, os odores, o toque, o paladar, de acordo com Martins (1994) são os primeiros passos para aprender a ler.Ler, no entanto é uma atividade que implica não somente a decodificação de símbolos, ela envolve uma série de estratégias que permite o indivíduo compreender o que lê. Neste sentido, relata os PCN’s (2001, p.54.):
Um leitor competente é alguém que, por iniciativa própria, é capaz de selecionar, dentre os trechos que circulam socialmente, aqueles que podem atender a uma necessidade sua. Que consegue utilizar estratégias de leitura adequada para abordá-los de forma a atender a essa necessidade.
Assim, pode-se observar que a capacidade para aprender está ligada ao contexto pessoal do indivíduo. Desta forma, Lajolo (2002) afirma que cada leitor, entrelaça o significado pessoal de suas leituras de mundo, com os vários significados que ele encontrou ao longo da história de um livro, por exemplo.
O ato de ler então, não representa apenas a decodificação, já que esta não está imediatamente ligada a uma experiência, fantasia ou necessidade do indivíduo. De acordo com os PCN’s (2001) a decodificação é apenas uma, das várias etapas de desenvolvimento da leitura. A compreensão das idéias percebidas, a interpretação e a avaliação são as outras etapas que segundo Bamberguerd (2003, p.23) “fundem-se no ato da leitura”. Desta forma, trabalhar com a diversidade textual, segundo os PCN’s (2001), fazendo com que o indivíduo desenvolva significativamente as etapas de leitura é contribuir para a formação de leitores competentes.
A importância de ouvir histórias
Ouvir histórias é um acontecimento tão prazeroso que desperta o interesse das pessoas em todas as idades. Se os adultos adoram ouvir uma boa história, um “bom causo”, a criança é capaz de se interessar e gostar ainda mais por elas, já que sua capacidade de imaginar é mais intensa.
A narrativa faz parte da vida da criança desde quando bebê, através da voz amada, dos acalantos e das canções de ninar, que mais tarde vão dando lugar às cantigas de roda, a narrativas curtas sobre crianças, animais ou natureza. Aqui, crianças bem pequenas, já demonstram seu interesse pelas histórias, batendo palmas, sorrindo, sentindo medo ou imitando algum personagem. Neste sentido, é fundamental para a formação da criança que ela ouça muitas histórias desde a mais tenra idade.
O primeiro contato da criança com um texto é realizado oralmente, quando o pai, a mãe, os avós ou outra pessoa conta-lhe os mais diversos tipos de histórias. A preferida, nesta fase, é a história da sua vida. A criança adora ouvir como foi que ela nasceu, ou fatos que aconteceram com ela ou com pessoas da sua família. À medida que cresce, já é capaz de escolher a história que quer ouvir, ou a parte da história que mais lhe agrada. É nesta fase, que as histórias vão tornando-se aos poucos mais extensas, mais detalhadas.
A criança passa a interagir com as histórias, acrescenta detalhes, personagens ou lembra de fatos que passaram despercebidos pelo contador. Essas histórias reais são fundamentais para que a criança estabeleça a sua identidade, compreender melhor as relações familiares. Outro fato relevante é o vínculo afetivo que se estabelece entre o contador das histórias e a criança. Contar e ouvir uma história aconchegado a quem se ama é compartilhar uma experiência gostosa, na descoberta do mundo das histórias e dos livros.
Algum tempo depois, as crianças passam a se interessar por histórias inventadas e pelas histórias dos livros, como: contos de fadas ou contos maravilhosos, poemas, ficção, etc. Têm nesta perspectiva, a possibilidade de envolver o real e o imaginário que de acordo com Sandroni & Machado (1998, p.15) afirmam que “os livros aumentam muito o prazer de imaginar coisas. A partir de histórias simples, a criança começa a reconhecer e interpretar sua experiência da vida real”.
É importante contar histórias mesmo para as crianças que já sabem ler, pois segundo Abramovich (1997, p.23) “quando a criança sabe ler é diferente sua relação com as histórias, porém, continua sentindo enorme prazer em ouvi-las”. Quando as crianças maiores ouvem as histórias, aprimoram a sua capacidade de imaginação, já que ouvi-las pode estimular o pensar, o desenhar, o escrever, o criar, o recriar. Num mundo hoje tão cheio de tecnologias, onde as informações estão tão prontas, a criança que não tiver a oportunidade de suscitar seu imaginário, poderá no futuro, ser um indivíduo sem criticidade, pouco criativo, sem sensibilidade para compreender a sua própria realidade.
Portanto, garantir a riqueza da vivência narrativa desde os primeiros anos de vida da criança contribui para o desenvolvimento do seu pensamento lógico e também de sua imaginação,que segundo Vigotsky (1992, p.128) caminham juntos: “a imaginação é um momento totalmente necessário, inseparável do pensamento realista.”. Neste sentido, o autor enfoca que na imaginação a direção da consciência tende a se afastar da realidade. Esse distanciamento da realidade através de uma história por exemplo, é essencial para uma penetração mais profunda na própria realidade: “afastamento do aspecto externo aparente da realidade dada imediatamente na percepção primária possibilita processos cada vez mais complexos, com a ajuda dos quais a cognição da realidade se complica e se enriquece. (VIGOTSKY, 1992, p.129) ”.
O contato da criança com o livro pode acontecer muito antes do que os adultos imaginam. Muitos pais acreditam que a criança que não sabe ler não se interessa por livros, portanto não precisa ter contato com eles. O que se percebe é bem ao contrário. Segundo Sandroni & Machado (2000, p.12) “a criança percebe desde muito cedo, que livro é uma coisa boa, que dá prazer”. As crianças bem pequenas interessam-se pelas cores, formas e figuras que os livros possuem e que mais tarde, darão significados a elas, identificando-as e nomeando-as.
É importante que o livro seja tocado pela criança, folheado, de forma que ela tenha um contato mais íntimo com o objeto do seu interesse.A partir daí, ela começa a gostar dos livros, percebe que eles fazem parte de um mundo fascinante, onde a fantasia apresenta-se por meio de palavras e desenhos. De acordo com Sandroni & Machado (1998, p.16) “o amor pelos livros não é coisa que apareça de repente”. É preciso ajudar a criança a descobrir o que eles podem oferecer. Assim, pais e professores têm um papel fundamental nesta descoberta: serem estimuladores e incentivadores da leitura.
A literatura e os estágios psicológicos da criança
Durante o seu desenvolvimento, a criança passa por estágios psicológicos que precisam ser observados e respeitados no momento da escola de livros para ela. Essas etapas não dependem exclusivamente de sua idade, mas de acordo com Coelho (2002) do seu nível de amadurecimento psíquico, afetivo e intelectual e seu nível de conhecimento e domínio do mecanismo da leitura. Neste sentido, é necessária a adequação dos livros às diversas etapas pelas quais a criança normalmente passa. Existem cinco categorias que norteiam as fases do desenvolvimento psicológico da criança: o pré-leitor, o leitor iniciante, o leitor-em-processo, o leitor fluente e o leitor crítico.
O pré-leitor: categoria que abrange duas fases.Primeira infância (dos 15/17 meses aos 3 anos) Nesta fase a criança começa a reconhecer o mundo ao seu redor através do contato afetivo e do tato. Por este motivo ela sente necessidade de pegar ou tocar tudo o que estiver ao seu alcance. Outro momento marcante nesta fase é a aquisição da linguagem, onde a criança passa a nomear tudo a sua volta. A partir da percepção da criança com o meio em que vive, é possível estimulá-la oferecendo-lhe brinquedos, álbuns, chocalhos musicais, entre outros. Assim, ela poderá manuseá-los e nomeá-los e com a ajuda de um adulto poderá relacioná-los propiciando situações simples de leitura.
Segunda infância (a partir dos 2/3 anos) É o início da fase egocêntrica. Está mais adaptada ao meio físico e aumenta sua capacidade e interesse pela comunicação verbal. Como interessa-se também por atividades lúdicas, o “brincar”com o livro será importante e significativo para ela.
Nesta fase, os livros adequados, de acordo com Abramovich (1997) devem apresentar um contexto familiar, com predomínio absoluto da imagem que deve sugerir uma situação. Não se deve apresentar texto escrito, já que é através da nomeação das coisas que a criança estabelecerá uma relação entre a realidade e o mundo dos livros.
Livros que propõem humor, expectativa ou mistério são indicados para o pré-leitor.
A técnica da repetição ou reiteração de elementos são segundo Coelho (2002, p.34) “favoráveis para manter a atenção e o interesse desse difícil leitor a ser conquistado”. O leitor iniciante (a partir dos 6/7 anos) Essa é a fase em que a criança começa a apropriar-se da decodificação dos símbolos gráficos, mas como ainda encontra-se no início do processo, o papel do adulto como “agente estimulador” é fundamental.
Os livros adequados nesta fase devem ter uma linguagem simples com começo, meio e fim. As imagens devem predominar sobre o texto. As personagens podem ser humanas, bichos, robôs, objetos, especificando sempre os traços de comportamento, como bom e mau, forte e fraco, feio e bonito. Histórias engraçadas, ou que o bem vença o mal atraem muito o leitor nesta fase. Indiferentemente de se utilizarem textos como contos de fadas ou do mundo cotidiano, de acordo com Coelho (ibid, p. 35) “eles devem estimular a imaginação, a inteligência, a afetividade, as emoções, o pensar, o querer, o sentir”.
O leitor-em-processo (a partir dos 8/9anos) A criança nesta fase já domina o mecanismo da leitura. Seu pensamento está mais desenvolvido, permitindo-lhe realizar operações mentais. Interessa-se pelo conhecimento de toda a natureza e pelos desafios que lhes são propostos. O leitor desta fase tem grande atração por textos em que haja humor e situações inesperadas ou satíricas. O realismo e o imaginário também agradam a este leitor. Os livros adequados a esta fase devem apresentar imagens e textos, estes, escritos em frases simples, de comunicação direta e objetiva. De acordo com Coelho (2002) deve conter início, meio e fim. O tema deve girar em torno de um conflito que deixará o texto mais emocionante e culminar com a solução do problema.
O leitor fluente (a partir dos 10/11 anos) O leitor fluente está em fase de consolidação dos mecanismos da leitura. Sua capacidade de concentração cresce e ele é capaz de compreender o mundo expresso no livro. Segundo Coelho (2002) é a partir dessa fase que a criança desenvolve o “pensamento hipotético dedutivo” e a capacidade de abstração. Este estágio, chamado de pré-adolescência, promove mudanças significativas no indivíduo. Há um sentimento de poder interior, de ver-se como um ser inteligente, reflexivo, capaz de resolver todos os seus problemas sozinhos. Aqui há uma espécie de retomada do egocentrismo infantil, pois assim como acontece com as crianças nesta fase, o pré-adolescente pode apresentar um certo desequilíbrio com o meio em que vive.
O leitor fluente é atraído por histórias que apresentem valores políticos e éticos, por heróis ou heroínas que lutam por um ideal. Identificam-se com textos que apresentam jovens em busca de espaço no meio em que vivem, seja no grupo, equipe, entre outros.É adequado oferecer a esse tipo de leitor histórias com linguagem mais elaborada. As imagens já não são indispensáveis, porém ainda são um elemento forte de atração. Interessam-se por mitos e lendas, policiais, romances e aventuras. Os gêneros narrativos que mais agradam são os contos, as crônicas e as novelas.
O leitor crítico (a partir dos 12/13 anos) Nesta fase é total o domínio da leitura e da linguagem escrita. Sua capacidade de reflexão aumenta, permitindo-lhe a intertextualização. Desenvolve gradativamente o pensamento reflexivo e a consciência crítica em relação ao mundo. Sentimentos como saber, fazer e poder são elementos que permeiam o adolescente. O convívio do leitor crítico com o texto literário, segundo Coelho (2002, p.40) “deve extrapolar a mera fruição de prazer ou emoção e deve provocá-lo para penetrar no mecanismo da leitura”.
O leitor crítico continua a interessar-se pelos tipos de leitura da fase anterior, porém, é necessário que ele se aproprie dos conceitos básicos da teoria literária. De acordo com Coelho (ibid, p.40) a literatura é considerada a arte da linguagem e como qualquer arte exige uma iniciação. Assim, há certos conhecimentos a respeito da literatura que não podem ser ignorados pelo leitor crítico.
Conclusão
Desenvolver o interesse e o hábito pela leitura é um processo constante, que começa muito cedo, em casa, aperfeiçoa-se na escola e continua pela vida inteira. Existem diversos fatores que influenciam o interesse pela leitura. O primeiro e talvez mais importante é determinado pela “atmosfera literária” que, segundo Bamberguerd (2000, p.71) a criança encontra em casa. A criança que houve histórias desde cedo, que tem contato direto com livros e que seja estimulada, terá um desenvolvimento favorável ao seu vocabulário, bem como a prontidão para a leitura.
De acordo com Bamberguerd (2000) a criança que lê com maior desenvoltura se interessa pela leitura e aprende mais facilmente, neste sentido, a criança interessada em aprender se transforma num leitor capaz. Sendo assim, pode-se dizer que a capacidade de ler está intimamente ligada a motivação. Infelizmente são poucos os pais que se dedicam efetivamente em estimular esta capacidade nos seus filhos. Outro fator que contribui positivamente em relação à leitura é a influência do professor. Nesta perspectiva, cabe ao professor desempenhar um importante papel: o de ensinar a criança a ler e a gostar de ler.
Professores que oferecem pequenas doses diárias de leitura agradável, sem forçar, mas com naturalidade, desenvolverão na criança um hábito que poderá acompanhá-la pela vida afora. Para desenvolver um programa de leitura equilibrado, que integre os conteúdos relacionados ao currículo escolar e ofereça uma certa variedade de livros de literatura como contos, fábulas e poesias, é preciso que o professor observe a idade cronológica da criança e principalmente o estágio de desenvolvimento de leitura em que ela se encontra. De acordo com Sandroni & Machado (1998, p.23) “o equilíbrio de um programa de leitura depende muito mais do bom senso e da habilidade do professor que de uma hipotética e inexistente classe homogênea”.
Assim, as condições necessárias ao desenvolvimento de hábitos positivos de leitura, incluem oportunidades para ler de todas as formas possíveis. Freqüentar livrarias, feiras de livros e bibliotecas são excelentes sugestões para tornar permanente o hábito de leitura.
Num mundo tão cheio de tecnologias em que se vive, onde todas as informações ou notícias, músicas, jogos, filmes, podem ser trocados por e-mails, cd’s e dvd’s o lugar do livro parece ter sido esquecido. Há muitos que pensem que o livro é coisa do passado, que na era da Internet, ele não tem muito sentido. Mas, quem conhece a importância da literatura na vida de uma pessoa, quem sabe o poder que tem uma história bem contada, quem sabe os benefícios que uma simples história pode proporcionar, com certeza haverá de dizer que não há tecnologia no mundo que substitua o prazer de tocar as páginas de um livro e encontrar nelas um mundo repleto de encantamento.
Se o professor acreditar que além de informar, instruir ou ensinar, o livro pode dar prazer, encontrará meios de mostrar isso à criança. E ela vai se interessar por ele, vai querer buscar no livro esta alegria e prazer. Tudo está em ter a chance de conhecer a grande magia que o livro proporciona. Enfim, a literatura infantil é um amplo campo de estudos que exige do professor conhecimento para saber adequar os livros às crianças, gerando um momento propício de prazer e estimulação para a leitura.
Trabalho científico apresentado à Universidade Estadual Vale do Acaraú - UVA, como requisito parcial para a obtenção do Título de graduada em Licenciatura Específica em Português.
ELINE FERNANDES DE CASTRO

 

fonte.:http://meuartigo.brasilescola.com/educacao/a-importancia-literatura-infantil-para-desenvolvimento.htm

segunda-feira, 1 de abril de 2013

Desfile Filhos da Águia - 2013

GRCESM FILHOS DA ÁGUIA
ENREDO: HOJE TEM MARMELADA
PRESIDENTE: PEDRO FARIA
VICE-PRESIDENTE: LUIZA AMÁLIA E NILCE


AESMRIO divulga pontuação do desfile das Escolas de Samba Mirins.


AESMRIO  divulga pela primeira vez a pontuação do desfile das  Escolas de Samba Mirins, realizado na terça-feira de carnaval na Marquês de Sapucaí , onde a  Infantes do Lins teve a maior pontuação.

COLOCAÇÕES FINAIS DE CADA ESCOLA MIRIM

 1ª -INFANTES DO LINS = 138.1
 2ª -Nova Geração da Estácio = 137.4
 3ª -Inocentes da Caprichosos = 136.8
 4ª -Pimpolhos da Grande Rio = 136.3
 5ª -Corações Unidos do CIEP = 136.0
 6ª -Planeta Golfinhos da Guanabara = 133.3
 7ª -Herdeiros da Vila = 128.8
 8ª -Aprendizes do Salgueiro = 128.7
 9ª -Estrelinha da Mocidade = 127.9
 10ª-Petizes da Penha = 125.4
 11ª-Miúda da Cabuçú = 125.1
 12ª-Filhos da Águia = 125.0
 13ª -Império do Futuro = 123.6
 14ª -Mangueira do Amanhã = 122.2
 15ª-Tijuquinha do Borel = 117.9

Pontuação por quesito atribuida a Infantes do Lins.

-Ala das Baianas = 10.
-Ala das Passistas = 9.9
-Alegorias = 9.9
-Com. Frente = 9.9
-Conjunto = 9.9
-Enredo = 9.9
-Evolução = 9.9
-Fantasias= 9.8
-Harmonia = 9.9
-Intérprete = 9.8
-M.Sala/P.Bandeira = 9.9
-Rainha da Bateria = 9.9
-Samba Enredo = 9.9
-Bateria = 9.5

A escola de samba mirim Infantes do Lins também abocanhou as seguintes premiações:?

TROFÉU OLHÔMETRO
- BATERIA E COMISSÃO DE FRENTE
- MELHOR DIRIGENTE= Paulo Marrocos, Presidente da  Infantes do Lins

 TROFÉU ESTANDARTE MIRIM
- ALA DAS BAIANAS